Quem deve ficar com as vagas de Fortaleza e Real Brasília? O cenário do Brasileirão Feminino para 2026

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da betsson: As desistências de Fortaleza e Real Brasília do Brasileirão Feminino geraram um impacto imediato na organização das divisões nacionais e colocaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diante do desafio de reorganizar o quadro de participantes.

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da dobrowin: Com as vagas em aberto, clubes que disputaram a Série A2 e a Série A3 passaram a acompanhar de perto os desdobramentos, à espera de uma possível convocação.

Até o momento, porém, a CBF ainda não oficializou os critérios que serão adotados para o preenchimento dessas vagas, nem enviou comunicados formais às equipes envolvidas, o que mantém o cenário em aberto e aumenta a incerteza no planejamento para 2026.

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Como é feita a definição

De acordo com as normas da CBF, a definição passa a ser uma prerrogativa da Diretoria de Competições (DCO). O Regulamento Específico do Brasileirão Feminino A1 estabelece que situações omissas devem ser resolvidas administrativamente, sempre com base no princípio do equilíbrio técnico-esportivo. Na prática, isso significa que cabe à CBF analisar o cenário esportivo e estrutural antes de oficializar qualquer substituição.

Caso seja adotado o critério esportivo (melhores campanhas)Fortaleza e Real Brasília deixam lacunas na elite

O Fortaleza comunicou oficialmente o encerramento do projeto de futebol feminino, abrindo mão da vaga que havia conquistado para disputar a Série A1. Já o Real Brasília, tradicional participante da primeira divisão nos últimos anos, também optou por não seguir com o projeto por falta de patrocínio, segundo nota publicada nas redes sociais na última quarta-feira (31).

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Como o regulamento não prevê substituição automática para vagas abandonadas, a CBF pode adotar o critério de melhor desempenho esportivo, respeitando a hierarquia das competições.

Vitória e Mixto podem herdar vagas na Série A1

Com as desistências confirmadas, duas vagas devem ser preenchidas por clubes que não haviam conquistado o acesso dentro de campo, caso de Vitória (BA) e Mixto (MT), que aparecem, respectivamente, como a quinta e a sexta melhores campanhas entre as equipes elegíveis.

Desta forma, a primeira divisão teria como participantes: América-MG, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Bragantino, Corinthians, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo, Vitória* e Mixto*.

Pérolas e UDA podem disputar a A2

Dentro desse cenário, Pérolas Negras-RJ e UDA-AL surgem como candidatos naturais, por apresentarem a quinta e a sexta melhores campanhas gerais da Série A3, considerando o desempenho acumulado ao longo do torneio.

Caso se confirme, a Série A2 terá: Minas Brasília, Taubaté, Vasco, Avaí/Kindermann, Ação-MT, Itacoatiara, Paysandu, Rio Negro-RR, Sport, 3B da Amazônia, Itabirito, Vila Nova, Doce Mel, Atlético Piauiense, Pérolas Negras* e UDA-AL*.

Consequências das mudanças no Brasileirão

Com o calendário de 2026 já definido e as principais competições começando cedo — a Supercopa em fevereiro e as Séries A1 e A2 logo na sequência —, a mudança de divisão traz impactos diretos no planejamento financeiro dos clubes.

Muitos orçamentos para a próxima temporada já haviam sido aprovados antes das desistências, o que obriga ajustes de última hora para quem sobe administrativamente. Estar uma divisão acima significa aumento de custos com logística, folha salarial, estrutura de comissão técnica e exigências operacionais maiores.

O cenário também acelera o mercado: diversas atletas já renovaram contratos ou deixaram seus clubes pensando no nível de competição que disputariam em 2026.

As mudanças no cenário do futebol feminino acontecem mesmo com o aumento das cotas e premiações a partir de 2026 anunciadas em novembro.

No Brasileirão A1, a cota fixa da primeira fase dobra, saindo de R$ 360 mil para R$ 720 mil, além do reajuste nas premiações finais: o título sobe de R$ 1,8 milhão para R$ 2 milhões, e o vice, de R$ 800 mil para R$ 1 milhão.

A A2 também registra salto relevante, de R$ 150 mil para R$ 360 mil, enquanto a A3 mais que triplica sua cota, indo de R$ 36 mil para R$ 120 mil.

Já a Copa do Brasil Feminina, que todas as equipes das três divisões participam, os valores por fase também aumentam, com destaque para as oitavas, que passam de R$ 100 mil para R$ 200 mil, além de R$ 1 milhão ao campeão.

Calendário do futebol feminino em 2026Supercopa Feminina – 8 de fevereiroBrasileirão Feminino A1 – 15 de fevereiro a 4 de outubroBrasileirão Feminino A2 – 14 de março a 19 de setembroBrasileirão Feminino A3 – 21 de março a 5 de setembroBrasileirão Feminino Sub-20 – 8 de março a 28 de maioCopa do Brasil Feminina – 22 de abril a 15 de novembroBrasileirão Feminino Sub-17 – 30 de maio a 29 de agostoLiga sub-16: março (data a definir)Liga sub-14: 23 a 29 de setembro

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